26/10/2004 09:22
UM NOVO SOLO
Ah a impermanência...!
Pois estou de casa nova a partir de hoje. Novos solos, em novos instrumentos. Vai ali ó:
http://solourbano.blogspot.com/
Tô te esperando com a YERBA BUENA e a ÁGUA QUENTE !!!
enviada por Éver Dose
22/10/2004 08:44
TRÊS COISAS DIFERENTES
UMA
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Vamos esclarecer: não há nenhuma relação entre a minha saída de São Leopoldo (vulgo CAPILÂNDIA) e a vitória do PT na dita cidade. Tá certo que eu quebrei minha promessa de votar em branco e acabei votando no VANAZZI, mas foi mais pela vontade de ver o VALDIR fora do trono e não por imaginar que o PT vá fazer algo que realmente valha. Oxalá eu esteja errado!
De qualquer forma a reforma das calçadas da Independência feita pelo PMDB para que o PT pudesse entrar na cidade me parece um boa metáfora.
DUAS
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a CAROL que me desculpe mas issudaqui é beeem verdade.
TRÊS
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neste findi vou prá ARAMBARÉ, visitar a metade sul do estado, comer um pouco de pó em trinta e poucos Kms de chão batido, tocendo prá que a lagoa esteja naquele estado inerte e o céu aberto para o sol deslizar pela superfície mansa dos patos. Ah! E, principalmente, comemorar os 90 anos de minha vó paterna!
Parabéns D. Marta!
enviada por Éver Dose
18/10/2004 10:14
LONGES
Prá quem gosta do Vitor Ramil aí vai uma informação: ontem fui na Bamboletras ver se já havia chegado o último disco - que se chama LONGES - e me disseram que ele chega apenas na próxima sexta (ou sábado).
Prá quem gosta de música boa aí vai mais uma: o CD Iaiá da Mônica Salmaso só comprova que a moça, além de ser uma das melhores vozes do Brasil, tem uma invejável precisão na escolha do repertório, músicos, arranjos e etc...
Tu vês, tem música boa neste Brasil, em Sampa, em Satolep ou São Léo. Pena ela estar tão longe dos holofotes da mídia.
enviada por Éver Dose
15/10/2004 12:38
MOMENTO
By Pedro Abrunhosa
Uma espécie de céu,
Um pedaço de mar,
Uma mão que doeu,
Um dia devagar.
Um Domingo perfeito,
Uma toalha no chão,
Um caminho cansado,
Um traço de avião.
Uma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.
Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.
Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
Uma estrada infinita,
Um anúncio discreto,
Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.
Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.
Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.
Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
enviada por Éver Dose
05/10/2004 08:27
PURINHA (SEM GELO)
O Dinheiro é sujo
A mão que acumula muito mais
O pensamento é sujo
A mão que obedece muito mais
Um dia uma mão lavou a outra
E criou-se, assim, o simulacro da pureza
[update]
Sente só a estréia da Sin Plata no Sarau Cultural no Bar do André em São Leopoldo. Quem perdeu, perdeu... Tava muito legal. Eu, pelo menos, gostei.
enviada por Éver Dose
30/09/2004 13:41
MARTINHO DA VILA´S WAY OF LIFE
Vou pisar neste chão "devagarinho". Pendindo o auxílio luxuoso de uma música do Celso Fonseca:
"Dizem que um cara só preza o que vai perder
E com o que sobra faz versos prá poder comer"
E tu? Comotá?
enviada por Éver Dose
18/06/2004 11:33
"TUDO NOVO DE NOVO"
Tirei a barba e sai do emprego. Tá na hora de pôr ordem na casa.
Quem se apresenta?
enviada por Éver Dose
03/06/2004 16:41
MEU NOME É TRABALHO
Tô na dívida com este blog... Mas - pô! - nem a barba mais eu faço... Que dirá postar algo decente.

enviada por Éver Dose
28/04/2004 18:15
CARPINEJAR
É recomendável não descobrir todos os segredos. Assim a vida morre mais tarde.
enviada por Éver Dose
21/04/2004 17:13
CAI FORA
Escrevo aqui a hora que eu quiser !!!!
O Homem Velho
Caetano Veloso
O homem velho deixa a vida e morte para trás
Cabeça a prumo segue rumo e nunca, nunca mais
O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinais
O homem velho é o rei dos animais
A solidão agora é sólida, uma pedra ao sol
As linhas do destino nas mãos a mão apagou
Ele já tem a alma saturada de poesia, soul e rocknroll
As coisas migram e ele serve de farol
A carne, a arte arde, a tarde cai
No abismo das esquinas
A brisa leve trás o olor fulgaz
Do sexo das meninas
Luz fria, seus cabelos têm tristeza de neon
Belezas, dores e alegrias passam sem um som
Eu vejo o homem velho rindo numa curva do caminho de Hebron
E ao seu olhar tudo que é cor muda de tom
Os filhos, filmes, livros, ditos como um vendaval
Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal
Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual
Já tem coragem de saber que é imortal
enviada por Éver Dose
10/04/2004 18:13
CHAMANDO NA RESPONSA
O repertório aumentou:
1- Barroco (Vitor Ramil)
2- Grama Verde (Vitor Ramil)
3- Blues do Elevador (Zeca Baleiro)
4- Tem que Acontecer (Sergio Sampaio)
5- Bom Conselho (Chico Buarque)
6- Derradeira Estação (Chico Buarque)
7- Boa Noite (Djavan)
8- Se cantar (Éver)
9- Conversa de Botas Batidas (Los Hermanos)
10- Magrelinha (Luis Melodia)
11- Só (Luis Melodia)
12- Fábula dos 3 poréns (Nei Lisboa)
13- For No One (Caetano Veloso)
14- Giulietta Masina (Caetano Veloso)
15- Samba Macossa (CSNZ)
16- Boy do Subterrâneo (Replicantes)
17- Tu (Jorge Drexler)
18- Cerca Del Mar (Jorge Drexler)
19- Mantra (Éver)
E aí? Onde estão os guitarristas desta cidade?
enviada por Éver Dose
21/03/2004 13:26
EL CANTAUTOR Y SU COMPUTADORA
Tô baixando o CODEC. E isso porque passei frisado pela companhia do Marcus neste sábado. Depois de um telefonema inesperado partido dele, combinamos um encontro ali na Tabacaria Central para que eu pegasse o ELEPHANT, um filme do Gus Van Sant que aborda o tema da violência nas escolas americanas. Como disse, tô baixando o CODEC, portanto ainda tá "inassistido".
Pois aconteceu de eu resolver retribuir a gentileza emprestando para o cara dois cds do JORGE DREXLER (LLUEVE e SEA). Pelo que li no Blog do Marcus, ele ficou meio indeciso sobre o que ouviu e então resolvi dar uma situada, começando pelo fato de que o cara é uruguaio. Isso já denota um mistério inicial, afinal, o que se sabe - realmente - de lá?
Do pouco que sei, lanço algumas pistas: o Candombe e a Murga, o Tango e a Milonga. O índio-negro-portugês-espanhol.
O Uruguai é um país pobre e que ficou muito tempo isolado, então guarda uma certa ponte mais original com a raiz de sua cultura. O Candombe, por exemplo, é um ritmo negro de características notoriamente primitivas no modo como é tocado. Para ouvidos desavisados é um cruzar sem nexo de tambores. É o carnaval uruguaio. É tocado nas ruas. En la calle Carlos Gardel, perto de quando cruza a Durazno e a Convenciòn.
Aquilo ali, ô-ô, foi um pouquinho do Brasil, iá-iá.
Passear pela Rambla, pela praia de Pocitos, vendo o Rio-Mar de contundência espanhola e leveza tropical confunde os sentidos. Que mistura é esta, afinal? Entender estas (in)fluências todas não é coisa para este texto. Não por acaso, estamos no Estuário do Prata.
O Uruguai fica aqui.
Sigo apenas com esta mescla intrincada. A música do Drexler, na minha opinião é totalmente reflexo dela, mas ainda mais. A música brasileira também influencia. E muito. Bem... Difícil falar. Melhor a prática. Dois bons exemplos do que é o universo dele estão aí embaixo. De Amor y de Casualidad do disco LLUEVE e Guitarra y Vos do último disco, ECO. Pára um pouco aí, deixa o resto prá lá que tem tempo ainda. Lê com atenção estas letras. Eu garanto que vale.
DE AMOR Y DE CASUALIDAD
Tu madre tiene sangre holandesa,
yo tengo el pelo sefaradí,
somos la mezcla de tus abuelos,
y tú, mitad de ella y mitad de mí
El padre de tu madre es de Cádiz.
Mi padre se escapó de Berlín.
Yo vengo de una noche de enero,
tú vienes de una siesta en Madrid.
Tu madre vino aquí desde Suecia,
la mía se crió en Libertad.
Tu madre y yo somos una mezcla,
igual que tú, de amor y de casualidad,
igual que tú, de amor y de casualidad.
Tu madre tiene los ojos claros,
yo un tatarabuelo de Brasil
yo soy del sur, de Montevideo,
y tú mitad de allá y mitad de aquí.
En este mundo tan separado
no hay que ocultar de dónde se és,
pero todos somos de todos lados,
hay que entenderlo de una buena vez
Tu madre se crió en Estocolmo,
la mía al sur de Tacuarembó,
tu madre y yo vinimos al mondo,
igual que tú, porque así lo quiso el amor,
igual que tú, porque así lo quiso el amor.
GUITARRA Y VOS
¡Qué viva la ciencia, qué viva la poesía! ¡qué viva siento mi lengua cuando tu lengua está sobre la lengua mía! el agua está en el barro, el barro en el ladrillo, el ladrillo está en la pared, y en la pared tu fotografía / es cierto que no hay arte sin emoción, y que no hay precisión sin artesanía; como tampoco hay guitarras sin tecnología / tecnología del nylon para las primas, tecnología del metal para el clavijero / la prensa, la gubia, el barniz: las herramientas del carpintero / el cantautor y su computadora, el pastor y su afeitadora, el despertador que ya está anunciando la aurora / y en el telescopio se demora la última estrella / la máquina la hace el hombre... y es lo que el hombre hace con ella /
el arado, la rueda, el molino, la mesa en que apoyo el vaso de vino / las curvas de la montaña rusa / la semicorchea y hasta la semifusa / el té, los ordenadores y los espejos / los lentes para ver de cerca y de lejos / la cucha del perro, la mantequilla / la yerba, el mate y la bombilla / estás conmigo / estamos cantando a la sombra de nuestra parra / una canción que dice que uno sólo conserva lo que no amarra / y sin tenerte / te tengo a vos y tengo a mi guitarra. /
Hay cines / hay trenes / hay cacerolas / hay fórmulas hasta para describir la espiral de una caracola / hay más: hay tráfico / créditos / cláusulas / salas vip / hay cápsulas hipnóticas y tomografías computarizadas / hay condiciones para la constitución de una sociedad limitada / hay biberones y hay obuses / hay tabúes / hay besos / hay hambre y hay sobrepeso / hay curas de sueño y tisanas / hay drogas de diseño y perros adictos a las drogas en las aduanas / Hay-manos-capaces-de-fabricar-herramientas-con-las-que-se-hacen-máquinas-para-hacer-ordenadores-que-a-su-vez-diseñan-máquinas-que-hacen-herramientas-para-que-las-use-la-mano / hay escritas infinitas palabras: / zen gol bang rap dios fin. /
Hay tantas cosas / yo sólo preciso dos: / mi guitarra y vos / mi guitarra y vos.
E o CODEC baixou! :)
enviada por Éver Dose
18/03/2004 14:24
REALMENTE
Sou fã deste cara.
Outra: já ouviram falar em BAJOFONDO? Se não, sugiro uma passadinha pelo Google ou pelo SoulSeek.
== # ==
Pois realmente não participei da minha festa de aniversário. Quer dizer, participei mui pouco ativamente do começo e logo tive que "carcar fora". O problema foi uma infecção intestinal (ou algo que o valha) que um dia antes me botou impreterivelmente de cama.
Dei os ares por alguns instantes e acho que consegui ser um pouquinho gentil com todo mundo mas não deu prá segurar.
NP.: Pô Zack_, tu rateou! Mas tudo bem... eu acabei não indo na tua também, né?
== # ==
Update: Bebeto Alves lança o CD "Blackbagualnegovéio" no Teatro de Arena.
Esse cara NÃO TEM NOÇÃO!!! Alguém devia expulsá-lo daqui antes que ele acabe com nossa imagem. Pior que ele só mesmo o GAÚCHO DA FRONTEIRA.
enviada por Éver Dose
15/03/2004 11:02
ALGUÉM POR FAVOR PODE ME DIZER
Como estava a festa do meu aniversário, afinal?
== # ==
Momento Ternura:
"É difícil explicar como surgem as idéias. Às vezes, por reação a uma simples palavra: impossível. É de fato incrível a capacidade do ser humano em não acreditar. O mais religioso dos animais terrestres é o menos crente, o que mais facilidade encontra para não mudar. Opor-se, inventar obstáculos intransponíveis e fronteiras que, no fundo, têm a mesma importância que um risco de giz no chão. Até há pouco tempo, um indivíduo que imaginasse um obsoleto forno de microondas, ou cantasse as possibilidades do mais retrógrado computador que temos hoje, seria excomungado e condenado a trabalhos forçados. A maior condenação a que estamos sujeitos no futuro será por omissão, pois meios para se fazer muitas coisas lindas e impossíveis existem."
[Amyr Klink]
enviada por Éver Dose
11/03/2004 09:07
31
Sábado é meu aniversário e sobre isso nada mais será dito. Se tiveres a fim de aparecer manda um mail para mim que te dou a barbada de onde é.
No mais é isso. Tô sem tempo para escrever qualquer coisa decente. Estamos em fase de implantação de um sistema. Além das aulas na UNISINOS estarem me tomando um tempo legal também.
É uma fase. Passa.
enviada por Éver Dose
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